Sinopsis
Três meninos, uma casa e uma mãe que resolveu anotar tudo antes que a memória levasse. Toda mãe já sentiu isso: os filhos crescem depressa e as cenas que pareciam eternas viram lembrança solta, sem data e sem nome. A gestação, o parto, a primeira palavra, a musiquinha inventada na hora de dormir, a birra que ninguém sabia como contornar. Nada disso volta, e quase nunca alguém escreve. Em Os Três Meninos da Minha Alma, Adriana Divina da Costa Tristão escreve. Ela reúne relatos que começam antes da concepção e acompanham o dia a dia da criação de três filhos homens, com as situações que viveu e a forma que encontrou para lidar com cada uma delas. O fio da narrativa é uma constatação simples e desconcertante: mesmo irmãos não são iguais, e tratar cada um de um jeito foi necessário. Ao lado das cenas domésticas, a autora costura trechos bíblicos e músicas religiosas que sustentaram a casa, além de leituras sobre comunicação e convivência familiar que a ajudaram no caminho. O livro não é manual de autoajuda nem cartilha de educação, e a própria autora diz isso logo no preâmbulo. É um registro afetivo, escrito primeiro para os próprios filhos, para que um dia possam reler a infância sob a visão materna. Justamente por isso ele chega tão perto de qualquer leitora que já ninou, esperou resultado de exame, inventou história no escuro ou rezou baixinho na porta do quarto. Adriana Divina da Costa Tristão é juíza de direito no Estado do Pará desde 2007 e coordena o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania de Marabá. A mesma escuta que exerce no fórum aparece aqui voltada para dentro de casa. No prefácio, o padre André Ricardo de Melo descreve a obra como extensão da própria maternidade, um caminho que mistura dor e alegria, esforço e vitória. São 78 páginas de leitura rápida e comovente. Um presente para mães, avós e filhos adultos, e um convite para você também começar a escrever a sua parte dessa história.