Reminiscences Of A Doctor In Living With Amazonian And Center-west Indian People During 55 Years (1965-2020): Translated By Fred Spaeti

  • Autor: João Paulo Botelho Vieira Filho
  • Editor: Editora Kelps
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Sinopsis

Em 1965, um médico entrou pela primeira vez em uma aldeia indígena brasileira. Cinquenta e cinco anos depois, ele continuava voltando. A saúde dos povos indígenas do Brasil costuma chegar ao leitor como estatística: número de casos, taxa de mortalidade, relatório oficial. Falta quase sempre a voz de quem estava na aldeia no dia da epidemia, de quem preparou a seringa, de quem viu o diabetes aparecer onde antes ele não existia. Este livro preenche essa lacuna. Reminiscences of a Doctor in Living with Amazonian and Center-West Indian People During 55 Years (1965-2020), publicado em inglês na tradução de Fred Spaeti, reúne as memórias de campo do endocrinologista João Paulo Botelho Vieira Filho entre os povos que assistiu, entre eles Xikrin do Cateté e do Bacajá, Gavião, Suruí, Assurini, Araweté, Parakanã, Karipuna, Palikur, Galibi, Nambiquara, Xavante, Bororo, Awá, Carajá e Cinta Larga. São relatos de postos indígenas isolados, de viagens de barco e de estrada, de campanhas de vacinação organizadas quando ninguém as fazia, de doenças que chegaram junto com as rodovias e a mineração. O autor foi o primeiro médico a apontar o diabetes mellitus como epidemia e pandemia entre os indígenas brasileiros e a descrever a associação entre fatores genéticos e ambientais; o primeiro a vacinar os Suruí e os Gavião contra tuberculose, difteria, tétano, coqueluche, paralisia infantil, sarampo e varíola; e o primeiro a vacinar contra sarampo indígenas da Amazônia abaixo da linha do Equador. Em 2011, orientou os Xikrin da Associação Indígena Kakarekré a vacinar meninas de 9 e 10 anos contra o papilomavírus (HPV), gesto inédito de medicina preventiva em aldeia. Hoje ele atua na defesa da terra indígena Xikrin do Cateté, atingida pela poluição por metais pesados decorrente da mineração da usina Onça Puma, da Vale. Professor adjunto, preceptor e pesquisador do Centro de Diabetes da Universidade Federal de São Paulo, o autor escreve sem heroísmo, com a memória de quem anotou tudo enquanto acontecia. O volume traz ainda lista de siglas e abreviaturas e um glossário de termos amazônicos, útil para o leitor estrangeiro. Como ele mesmo resume: "A mensagem que transmito é pela qualidade do atendimento, pela gentileza, pelo tratamento humano dos brasileiros mais necessitados". Leitura indispensável para médicos, enfermeiros, antropólogos, indigenistas, pesquisadores de saúde pública e para quem quer entender o Brasil pela porta da aldeia. Garanta seu exemplar.